Expresso Brás
Por Natália Cagnani
Em meio à última visita à Brás, o frio, a ameaça de chuva e a inevitável sensação do sono da manhã. Prometia ser aquele sábado, mas não foi o que aconteceu.
Na Leopoldo Wasun, alguns passos à frente e o maço de jornais debaixo do braço já estava nas mãos dos curiosos leitores. A distribuição foi quase que imediata. Era só avistar o Enfoque – “Posso pegar um?”, perguntavam. “Deixa alguns aqui para eu distribuir”, pedia uma comerciante. Para uma jornalista/jornaleira de primeira viagem, sensação de missão cumprida.

A Renata, nossa colega, fez questão de guardar um jornal para a Dona Tita, com quem conversou na última edição
Ouvimos tantos moradores, uns com pressa para chegar ao trabalho sem muito tempo para bater um papo, outros relaxados respondendo sem serem questionados (na maior boa vontade mesmo). Era a voz da Brás.
No caminho, dois registros, no mínimo curiosos, que chamaram a atenção. As fotos estão abaixo.

Esta "invenção" estava na frente de uma ferragem, marketing criativo que remete àqueles bonecos de posto
E as premeditações para o dia? O frio foi embora assim que começamos a andar para distribuir os jornais e ouvir as sugestões dos moradores da Brás, nossos pauteiros. A chuva não apareceu, apenas as nuvens encobriram o céu. E nada como uma xícara de café para espantar o sono. No fim, tudo passou, e nós passamos pela última visita à Vila e pela experiência de ouvir, mais do que nunca, o que eles tinham para nos contar.
