É hora de reivindicar!

 Por Adam Scheffel e Rosanna Ramos

Sim, a Vila Brás cresceu consideravelmente depois de suas mais de duas décadas. Mas ainda há muitas coisas a serem feitas. O Enfoque Vila Brás foi às ruas e oportunizou os moradores a reivindicarem as principais mudanças que devem ser feitas.

SAÚDE

Doença é um problema que não escolhe dia nem horário para aparecer. Mas um dos graves problemas que a comunidade tem enfrentado é o estreito horário de atendimento do Posto de Saúde da Brás. Com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8 horas ao meio dia e das 13h30 às 17 horas, os moradores precisam madrugar para retirar uma ficha. “É preciso estender o atendimento”, reclama Paula*, 41 anos. “Os horários são horríveis. Este posto é só um quebra galho”, resume indignada. Camila*, 27 anos, também enfatiza que os horários para receber atendimento são curtíssimos, além de faltarem médicos no posto.

EDUCAÇÃO

Quem tem filhos pequenos sabe o quão ruim é não ter uma creche para deixar as crianças enquanto assumem o trabalho do dia a dia. Muitos têm ate deixado de lado o emprego para poder cuidar dos filhos. Aqui esta outra preocupação dos moradores: a falta de vagas nas creches públicas.

Apenas uma creche da Brás é municipal e está com a lotação completa. Teresinha da Silva Costa diz que a demanda de pais com crianças pequenas é muito grande e a maioria não tem onde deixar os filhos para ir trabalhar. “Eu estou há 23 anos aqui, criei todos meus filhos na Vila e sempre tive que contar com a ajuda de parentes. Hoje a situação não mudou”. De acordo com Luiz dos Santos Costa, marido de Teresinha, ele e a esposa até já pensaram em abrir uma creche. “Pensamos em criar um espaço para cuidarmos das crianças pequenas, mas a burocracia não permitiu. Gostamos daqui, a Vila já melhorou muito, mas pequenos ajustes ainda precisam ser feitos e, se cada um fizer a sua parte, construiremos um lugar ideal para se viver”, conta.

LAZER

O que era para ser um espaço de lazer e diversão vem se tornando um grande depósito de lixo. A Praça da Vila Brás, inaugurada há pouco mais de três anos pela prefeitura de São Leopoldo, agora reúne galhos, sofás e móveis que não tem mais serventia. O problema vem crescendo desde o final do ano passado, quando a prefeitura anunciou que iria recolher apenas o lixo domiciliar. Para Silvino Gomes, morador da Vila há 21 anos, a conscientização tem que partir do esforço coletivo de toda a comunidade. “A cada dia vemos acumular mais sujeira. O pessoal corta os galhos e não se preocupa muito com o destino do seu lixo. Não adianta apenas pagar alguém para recolher, se os catadores largam na praça. Tem que se certificar que de o descarte será feito em local e de maneira apropriada”, conta. Olinda Nunes mora na Brás há 22 anos e diz que do ano passado para cá, ficou visível o acumulo de entulhos no local. “Nossa praça era um lugar de lazer e diversão e agora virou um lixão a céu aberto. Sem contar o perigo de doenças que isso acarreta”, ressalta, preocupada.

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